ESPÍRITOS
Olá a todos!
Estamos de volta, em um post extraordinário! Acompanhando o podcast 33 do site Rolando 20, cujo tema é sobre as classes primais, estamos em uma espécie de gincana! Os colaboradores da Iniciativa 4e vem este fim de semana para lançar matérias que abordem o tema Espíritos.
Isso vai ser divertido!
Enjoy!
Como de praste, um pouco de cultura! Não posso evitar, é mais forte do que eu!
A palavra espírito vem do Latim “spiritus“, significando “respiração” ou “sopro”, mas também pode se referir a “alma”, “coragem” e “vigor”.
Alma e Espírito se tornaram distintos com a atual terminologia judaico-cristã (Grego. “psykhe” vs. “pneuma“, Latim “anima” vs. “spiritus“, Hebreu “ruach” vs. “neshama“, “nephesh” ou “neshama“).
Metafisicamente e metaforicamente, Espírito é considerado como um princípio ou essência da vida, de forma incorpórea. Na Antiguidade, o sopro e o que ele portava (som, voz, palavra, nome) continha a vida protótipa, essencial e ou mítica.
O conceito de sopro vem do ato da criação, onde Deus soprou vida à forma de barro que havia criado, dando origem ao primeiro homem. Também assume-se que as coisas muito quistas, ou feitas com muito esmero, ou as quais damos nome, possuem uma alma, mimetizada pro nós mesmos a partir do nosso próprio sopro de criação.
Em diferentes culturas, o espírito vivifica o ser no mundo. O espírito também permitiria ao ser perceber o elo entre o corpo e a alma. Entretanto, muitas vezes espírito é identificado com alma e vice-versa, sendo utilizados de forma equivalente para expressar a mesma coisa.
Descartes teorizou que o corpo e o espírito são duas substâncias imiscíveis, cada qual com uma natureza diferente. O espírito pertenceria ao mundo da racionalidade, enquanto o corpo às coisas do mundo das coisas mensuráveis.
Descartes acreditava que a função da glândula pineal seria unir a alma/espírito ao corpo. O corpo seria o veículo, a máquina complexa que é movida pelo espírito, sua parte racional, portanto, ambas as partes possuem função e relação.
Nas práticas religiosas, de forma geral, a morte é o divisor de tempo,
que separa o espírito do corpo físico, dando a ele acesso ao etéreo, e ao que existe além, ou não. Necessariamente, a morte não significa fim, começando então uma nova jornada particular, ou coletiva, pela esfera espiritual.
Dentre as vertentes e ensinos sobre espiritualidade, encontramos a teoria da pisicologia espiritual, a espiritologia, que acredita que o corpo psíquico, a alama, pertence a quarta dimensão, o plano alcançável apelas pelo etéreo.
Espaço e tempo são descartados, importando apenas o contato com a força psíquica/espiritual de todos, podendo assim, forçar as barreiras da terceira dimensão e alcançar o físico outra vez, interferindo no mundo dos vivos.
Religiosamente falando, e usando base judaica cristã, espírito também se refere a hoste celestial, os anjos, em particular aos rebeldes, que vieram a se tornar anjos caídos, e porseguinte, demônios. Impedidos de se materializar, eles influenciam os vivos através da mente, e alguns teriam o poder de incorporar em humanso e animais (possessão), e até em objetos e residências (assombração).
Pelo Espiritismo (Doutrina Espírita), o espírito é a individualização do princípio inteligente do Universo. Quando encarnado se denomina alma. A reencarnação, segundo o espiritismo, é o processo de auto-aperfeiçoamento por que passam todos os espíritos, crescendo e aprendendo, e por fim, retornando ao mundo material. O estado natural do espírito seria o de liberdade em relação à matéria, ou seja, a condição de desencarnado. Nesta situação, o espírito mantém a sua personalidade e suas características individuais.
Na teoria Shmuelin, o espírito é a entidade divina que reside na mente do homem, o Ajustador do Pensamento. Este espírito imortal é pré-pessoal, não sendo uma personalidade, que está destinado a transformar-se em uma parte da personalidade da criatura mortal, quando da sua sobrevivência.
Para a cultura xamanista, o espírito é uam força poderosa, que pode ser alcançada e que auxilia nos processos de cura, transe, metamorfose e contato direto entre corpos e espíritos de outros xamãs, de seres míticos, de animais, dos mortos, etc.
O sacerdote do xamanismo, (o xamã), entra em transe durante seus rituais, manifestando poderes incomuns, invocando espíritos, plantas etc., através de objetos rituais, do próprio corpo ou do corpo de assistentes e pacientes. A comunicação com estes aspectos sutis da vida pode se processar através de estados alterados de consciência. Estados esses alcançados através de batidas de tambor, danças e até ervas enteógenas.
Independente da variação cultural, o xamã pode ser tanto homem quanto mulher, e ambos estão aptos a tratar com o mundo “do além”, sendo este um profundo conhecedor da natureza humana, tanto na parte física quanto psíquica.
Agora sim, estamos prontos para falar sobre espíritos!
No D&D 4ª Edição, os espíritos ditos como aliados são os evocados pelos Xamãs (Livro do Jogador II). Todos os demais, são monstros, e portanto mas nem em todos os casos, antagonistas de forma geral.
Os Xamãs são líderes que usam seus espíritos guias para ataque, defesa e cura. Eles podem falar com espíritos, e evocar seu companheiro espiritual, o qual lhe fornece diversas vantagens, desde cura à proteção, e até atacar inimigos.
A partir deste conceito, iremos agora tratar de uma forma alternativa para usar um espírito guardião.
Sobreposição de Almas ( Over Soul )
No anime Shaman King, o qual gostei muito, os personagens são xamãs, e lutam com o auxílio de espíritos.
O Over Soul é a forma que o espírito adquire quando é incorporado em um meio intermediário (como espadas, lanças, amuletos, etc.), ou no próprio corpo do xamã.
Assim, o espírito pode adquirir forma, e manisfestar o seu poder, de acordo com a vontade do xamã.
A habilidade de Sobreposição de Almas, é um tipo de Evocação Utilitária, cujo objetivo é adcionar o poder do espírito ao do Xamã, criando assim uma nova força. Enquanto seu espírito estiver sendo utilizado através destes poderes, o Xamã não pode fazer uso dele para nenhum outro poder ou ataque, precisando cancelar a Sobrepujação de Almas, para que ele esteje disponível novamente. Outras evocações podem ser usadas com o espírito incorporado, deste que não precisem que o espírito se desloque ou ataque diretamente um alvo.
| Sobreposição de Almas (Corpo) | Utilitário de Xamã 2 | |
| O Xamã realiza a mais avançada forma de expandir o poder de seu espírito, somando-o ao seu próprio. | ||
| Encontro * Primitivo, Implemento | ||
| Ação Padrão | Pessoal | |
| Efeito: O Xamã faz com que seu espírito protetor entre em seu corpo, ganhando assim um bônus de +2 em uma habilidade física a sua escolha, até o final do encontro. | ||
| Nível 11: O bônus de +2 se aplica em duas habilidades físicas a sua escolha. | ||
| Nível 21: O Xamã ganha +4 em uma habilidade física a sua escolha, e ainda recebe +2 nas demais habilidades físicas. | ||
| Sobreposição de Almas (Arma) | Utilitário de Xamã 6 | |
| O Xamã faz com que seu espírito entre em sua arma, dando a ela um aspecto assustador, enquanto a energia espiritual vaza de sua forma física. | ||
| Encontro * Primitivo, Implemento | ||
| Ação Padrão | Arma | |
| Efeito: O Xamã faz com que seu espírito protetor entre em uma arma que saiba manejar, dando a ela um bônus de +1 nas jogadas de ataque, e o modificador de sabedoria do Xamã em bônus nas jogadas de dano. Esse efeito permanece ativo até o final do encontro. | ||
| Nível 11: O bônus nas jogadas de ataque aumenta para +2. | ||
| Nível 21: O Xamã ganha o dobro do seu modificador de Sabedoria nas jogadas de dano. | ||
Ok, este foi o post mais veloz que fizemos! Espero que gostem!
Até mais.
Ishnu-alah!
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