Diário de Campanha – Warcraft para D&D 4E – pt.01
Olá a todos!
É um prazer estar aqui para compartilhar minha visão e admiração por este jogo fascinante: WARCRAFT.
WARCRAFT é um jogo de estratégia para PC, onde você inicialmente manipula exércitos de Humanos contra os malignos Orcs. Meu primeiro contato foi com o WARCRAFT II – HUMANS & HORDES, que só vim a conhecer quando encontrei por acaso a caixa da expansão do segundo jogo da franquia. Ver as faces de desafio entre um Humano e um Orc, me despertou a curiosidade, e me fez procurar pelo jogo.
Para quem já conhece o MMORPG WORLD OF WARCRAFT, a primeira vista estar diante de um jogo de estratégia onde você deve cumprir missões e evoluir seus soldados, pode parecer tedioso, quando se pode evoluir seu próprio herói, mas toda história tem um começo. E WARCRAFT teve um começo extraordinário.
Tornei-me fã da série de jogos de estratégia, devido a riqueza de história, onde tudo começou com o foco de Humanos tentando sobreviver contra o surgimento dos invasores Orcs, vindos de algum mundo demoníaco, seguindo para uma trama de conspiração e mistério, onde as criaturas demoníacas da Burning Legion estão tentando conquistar e destruir o mundo dos humanos, e culminando em uma guerra épica que remota de milhares de anos atrás e com a ameaça dos mortos-vivos. Quem não gosta de zumbis?
Não vou descrever toda a trama aqui, pois isso daria uns 5 a 10 posts de história. WARCRAFT II me fez correr atrás de todas as expansões e a versão inicial, até anos mais tarde surgir a terceira versão do jogo, mudando a estratégia de combate. Agora, além de construir sua base e exércitos, missões devem ser cumpridas enquanto a história vai se desenrolando. Heróis também podem ser criados, e itens adquiridos, aumentando o dinamismo do jogo e tornando-o mais e mais envolvente. A introdução de cenas e abertura em animação digital faz com que você queira fazer tudo aquilo que os heróis estão fazendo. Nada pode ser mais irado do que o combate do herói Orc Grom Hellscream contra seu nêmese, Manoroth, culminando em uma morte heróica!
O WOW trouxe a interação digital entre jogadores. Você e seus amigos poderiam ser os heróis, agindo em grupo ou sozinhos, buscando níveis e itens para se tornarem mais e mais fortes. Não tenho nada contra jogos online, e até me diverti muito jogando vários, mas a versão MMORPG de WARCRAFT perdeu aquele “que” de épico e envolvente que o jogo de estratégia lhe traz. Isso com certeza é uma questão de gosto pessoal, mas estou aqui para mostrar meu ponto de vista!
Tornei-me fã da série a ponto de ter adquirido o livro oficial da adaptação de WARCRAFT para RPG, lançado pela Sword & Sorcery, assim que foi disponibilizado para compra aqui no Brasil. Comprei seus suplementos também, querendo ver como organizar uma campanha dentro do mundo de Azeroth, e como seriam as magias que sempre vi no jogo, seus itens e monstros. Porém, como muitos amigos já sabem, eu sempre acabo por começar a mexer no sistema de qualquer RPG que apareça em minhas mãos.
Eu estava empolgado com o sistema criado para trazer para a mesa aquilo que eu jogava no PC, mas ainda faltava algo. Eu tinha minha visão própria de como os heróis seriam, e discordava de muita coisa. Pronto. Prato feito para que eu começa-se a estudar a mecânica e as regras. Mesmo após o lançamento da adaptação oficial para RPG de WORLD OF WARCRAFT, eu ainda não tinha achado tudo o que gostaria de usar.
Somente após o lançamento da 4ª edição do Dungeons & Dragons, eu tive o vislumbre da oportunidade de finalmente, fazer a minha campanha de WARCRAFT. Achei o sistema flexível e simples o suficiente para começar a minha própria adaptação do cenário, conseguindo um grupo de bravas vítimas, quer dizer, bravos jogadores dispostos a entrar nessa minha “viagem”.
Comecei a adaptar as raças e as classes da forma que sempre imaginei como seriam em um sistema, sem tomar grande base no material já existente, mas usando-o como referência. Eu queria regras soltas, flexíveis, e tornar as raças interessantes para que meus jogadores ficassem motivados a explorar as inúmeras possibilidades. Não que a adaptação oficial da Terceira Edição do D&D não estivesse correta, mas todo mestre deve fazer o que for melhor para sua campanha. Afinal, um jogo de RPG é feito da colaboração de todos, mestre e jogadores. Não existe graça forçar seus jogadores a não terem opções.
A história do jogo e do mundo… Bom, isso deu um belo trabalho! Meus jogadores conhecem, mas não são fãs da série, então imaginei: “O que fazer para que a história não fique maçante, e eles consigam absorver toda a informação?”.
Comecei então a editar a história do jogo, sem qualquer mudança de enredo e eventos, apenas resumindo todo o ocorrido. Desta forma, digamos assim, 36 páginas de história se tornaram 18, e com isso tive material dentro daquilo que foi editado para preencher a descrição de regiões e cidades, contando as histórias e lendas locais de acordo com que meu grupo for avançando e desbravando o mundo de Azeroth. Por favor! Nenhum personagem de 1° nível sabe da história toda de tudo o que houve em mais de 10 mil anos!
Mudar e adaptar são necessários, se você deseja tornar algo que você gosta, seja de filmes, desenhos, revistas ou jogos, em algo balanceado e ajustado ao cenário que você deseja narrar ou jogar. A coisa mais chata do mundo é o narrador ou jogador, que depende 100% do tempo de regras que ele considere inexoráveis! Conheço muitos que vão me chamar de herege, por que peguei o Eladrin do livro básico e modifiquei e torci até virar o Alto Elfo da minha ambientação. Mas antes que comecem a reclamar, meus jogadores adoraram o jeito que as raças ficaram. Talentos e poderes que são marcas do jogo, eles vão poder ter acesso durante a campanha.
Bom, no geral, consegui unir as histórias dos jogos online de estratégia, somei o material de RPG oficial de ambos à minhas próprias idéias, e voilà!
Consegui manter o clima e as características da série, sem obrigar meus jogadores a jogarem os jogos para entenderem sobre o que se trata, ou seja, o material é capaz de entreter até os que não são fãs da série. Para mim, estou orgulhoso do meu trabalho.
Bom, sem mais demora, deixarei abaixo alguns vídeos de WARCRAFT, para os que estão curiosos quanto a como esse jogo pode ser tão fascinante e empolgante assim.
Até a próxima!
Illidan conjurando os Naga:
Trailer de 10 anos de Warcraft e de lançamento do jogo online WOW:
Trailer da expansão Wrath of the Lich King:
Sylvana canta Lamment of the Highborne
Trailer da Expansão Burning Cruzade
Piadinha após o final da expansão Frozen Throne de Warcraft III:
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Como mega-fã de D&D 4E e World of Warcraft, também quero ver esse super resumo adaptado, posta aí!
Com certeza! ^_^
Cade a raça Pandaren