Resenha – World of Warcraft – Parte 2
Bal’a dash, malanore! Cá estou eu, Guinnyn, para dar prosseguimento à resenha de World of Warcraft, cuja primeira parte, falando do histórico do jogo e de como ele funciona, você pode ler aqui. Hoje, vamos contar um pouco sobre a história do universo de Warcraft, seus principais heróis e vilões, e em que pé se encontram os acontecimentos no mundo virtual de Azeroth atualmente.
História
A história de Warcraft se estende por centenas de milhares de anos, desde a criação do mundo de Azeroth até os dias atuais (e já temos noção do que o futuro nos espera na próxima expansão do jogo), mas como estamos falando de World of Warcraft aqui, eu vou me ater aos pontos que levaram Azeroth a como o conhecemos nos dias atuais, no jogo.
Desde sempre, existiu uma raça de seres poderosíssimos, chamada de Titãs, e tudo o que queriam era criar um universo ordeiro, organizado. Eles vagavam pelo universo procurando planetas para moldá-los à sua visão. No entanto, existiam também demônios vagando pelo nether (como é conhecido o ‘espaço sideral’ do universo de Warcraft), seres de pura maldade, que viam a criação dos titãs e tudo o que tinham vontade era destruí-la. Para combater estes demônios, os titãs designaram seu mais poderoso campeão, Sargeras, para comandar um exército e impedir o plano dos demônios. O problema todo é que Sargeras era um ser que nunca teve contato com o Mal, e no primeiro embate contra os demônios, Sargeras viu o caos e destruição de que o Mal era capaz… e sua derrocada rumo à insanidade, à crença de que os Titãs falharam na missão de trazer a ordem ao universo, e com isso, decidiu que o melhor mesmo era chutar o balde e acabar com toda a criação. Com isso, Sargeras trocou de lado, pegou os demônios que ele combatia, e formou a Burning Legion.

Sargeras, o Destruidor de Mundos
Os titãs continuaram com seu plano mesmo assim, e se depararam com um mundinho bastante promisor, chamado pelos nativos de Azeroth. No entanto, o mundo era já habitado pelos Velhos Deuses (Old Gods) e seus tenentes elementais. Após uma ferrenha guerra, os Titãs e seus construtos derrotaram os Velhos Deuses e os aprisionaram nas profundezas da terra, para que não atrapalhassem mais seu processo criativo. Depois de moldar, popular o mundo, e garantir um lugar para que seus serventes pudessem manter sua criação fluindo como pretendido, os Titãs evoluiram os proto-dragões nativos do mundo, e criaram cinco Aspectos Dragões, e os embuíram com poderes para cuidar cada um de um dos aspectos do mundo: Alexstrasza, matriarca da dragonflight vermelha, iria cuidar para que os seres vivos (e mesmo postreriormente, os construtos titãs que ganharam vida graças à Maldição da Carne) continuassem sua evolução; Malygos, líder do dragonflight azul, seria responsável pela magia e arcanos secretos; Nozdormu, do draginflight bronze, era o guardião do tempo e do destino; Ysera, a Sonhadora, do dragonflight verde, era a guardiã do Sonho Esmeralda, que pode ser melhor descrito como o repositório de idéias dos titãs para Azeroth, e como eles visualizam que o mundo deverá ser; e Neltharion, lider da dragonflight negra, responsável por cuidar das terras, montanhas, e locais profundos do planeta.
As raças criadas pelos titãs e as que já existiam no planeta começaram a guerrear por território e supremacia. Trolls e Elfos disputavam cada palmo de terra que podiam. Os elfos então aproveitaram-se de um legado dos titãs, o Poço da Eternidade, que era um lago que concentrava uma quantidade massiva de energias arcanas, para rechaçar os avanços dos trolls e fundar uma poderosa magocracia. Quando os poderes da magocracia estavam no seu auge, a Burning Legion encontrou um meio de invadir Azeroth e começou o que ficou conhecida como a Guerra dos Ancestrais, que culminou com a destruição do Poço da Eternidade, a Destruição, que separou o antigo continente de Kalimdor em três (Kalimdor ao oeste, os Reinos Orientais ao leste, e Northrend ao norte), e causou uma série divisão entre os elfos: os que decidiram se voltar à Luz (que é uma divindade benevolente) e ao druidismo permaneceram em Kalimdor e se tornaram os Elfos Noturnos; aqueles que continuaram se dedicando à magia arcana foram expulsos de Kalimdor e se mudaram para os Reinos Orientais, onde fundaram a nação de Quel’Thalas no extremo norte.

A Legião Flamejante
Milhares de anos depois, a Burning Legion tentou novamente invadir Azeroth, no entanto dessa vez eles forçaram os pacíficos orcs e ogres do mundo de Draenor a fazer seu trabalho sujjo, depois de corrompê-los fazendo beber o sangue demoníaco de Mannoroth. Esta invasão prolongada ficou conhecida como a Primeira e Segunda Guerras (que foram o foco dos dois primeiros jogos RTS de Warcraft), que finalmente se encerraram quando a primeira Aliança, entre humanos, anões e altos elfos espalharam a Antiga Horda aos quatro cantos, e os orcs que ficaram presos em campos de concentração puderam se ‘desintoxicar’ do sangue demoníaco e se recordaram dos seus meios pacíficos e de sua ligação com o xamanísmo. Foi quando Thrall, herdeiro do clã Frostwolf, decidiu forjar a Nova Horda.

Thrall, Chefe de Guerra da Horda
Obviamente enfurecidos pela falha dos seus peões da Horda, a Burning Legion decidiu atacar diretamente todos os lados. Nos Reinos Orientais, os demônios engedraram, através do Rei Lich (o espírito de um poderoso bruxo, que no passado era chamado Ner’Zhul, e foi aprisionado numa armadura por Sargeras e seu braço direito, Kil’Jaeden), uma praga de morte-vida que assolou o reino de Lordaeron, ao norte dos Reinos Orientais. Os mortos-vivos gerados pela praga, coletivamente conhecidos como Scourge, provocou pânico nos reinos do norte, em preparação à invasão da Legião. O principe de Lordaeron, Arthas, enlouquecido pelo que aconteceu com seu lar, cometeu inúmeras atrocidades para se vingar, e acabou no final se unindo ao Rei Lich, o que fez com que a entidade se livrasse da influência da Burning Legion. Por causa de Arthas, a Ordem da Mão de Prata (a única, e extremamente poderosa, ordem de paladinos da Luz) foi desmantelada, Lordaeron foi totalmente obliterada, e Quel’Thalas foi quase destruida no ataque ao Poço do Sol (Sunwell), a fonte de poder arcano dos Altos Elfos.
Enquanto isso, em Kalimdor, demônios e sátiros lançaram ataques aos seus antigos inimigos, os elfos noturnos. Os elfos se viram obrigados a recorrer a Illidan, um antigo caçador de demônios imprisionado por dez mil anos por transgredir as leis de seu povo, para liderar a guerra. No decorrer da guerra, Illidan acabou sendo persuadido por Arthas a beber de um antigo artefato, o Crânio de Gul’dan, o que causou o rompimento final da influência da Legião Flamejante sobre o Rei Lich.
Medivh, o último Guardião de Tirisfal, usou de subterfúgios e direcionou a Nova Horda de Thrall, e a Aliança para Kalimdor, onde se uniram aos Elfos Noturnos e enfrentaram as forças demoníacas no Monte Hyjal, onde um segundo Poço da Eternidade foi criado e os demônios estavam tentando usá-lo para abrir um portal e trazer seu exército de invasão. Durante esta guerra, Thrall conseguiu trazer os trolls Darkspear e os Tauren para a Nova Horda, Illidan conquistou o controle de Draenor, agora chamado de Outlands, destruiu parcialmente a fonte de poder do Rei Lich, o que fez com que os mortos-vivos que ocupavam Lordaeron escapassem do seu controle, e sob a liderança de Sylvannas Windrunner, uma banshee, reconquistassem consciência e se unissem à Nova Horda; do mesmo jeito, os elfos noturnos se uniram à Aliança. No final da guerra, Arthas conseguiu impedir que Illidan destruisse o Rei Lich em Northrend, e uniu-se à entidade, ao vestir a armadura onde Ner’zhul estava encarcerado. Estes são os eventos do jogo Warcraft 3 e sua expansão, e World of Warcraft se inicia 4 anos depois do fim da Terceira Guerra.

Arthas Menethil, Cavaleiro da Morte, em Warcraft 3
Após mais algumas guerras, notadamente a travada contra os Sillithid em Ahn’qiraj, e de derrotarem os planos de Neltharion (que foi corrompido pelo poder dos Antigos Deuses que deveria guardar e passou a querer a destruição do mundo assim como eles, renomeado para Deathwing) e seus filhos, Onyxia e Nefarion, as hordas da Legião Flamejante de Outlands para Azeroth se tornaram novamente um problema. Eles planejavam usar o Portal Negro, que usaram nas duas primeiras guerras para mandar os orcs de Draenor para Azeroth, para enviar tropas de demônios em massa, depois de reunir as forças em Outlands graças ao domínio de Illidan na região. Tropas e heróis, tanto da Aliança quanto da Horda, atravessaram em massa o Portal Negro para levar a guerra à Legião.
Novas alianças foram formadas. Os Draenei, fugidos de seu próprio mundo pela perseguição da Legião, cairam em Azeroth e foram acolhidos, embora relutantemente, pela Aliança; os Blood elves, como se rebatizaram os altos elfos que permaneceram em Quel’Thalas e nunca perdoaram as atrocidades que Arthas e a Legião cometeram contra seu povo, se uniram à Horda em busca de vingança. Todos eles foram para Draenor atrás de acabar com a ameaça da Legião Flamejante de uma vez por todas. Um a um os agentes da Legião naquele mundo foram caindo: Kael’thas Sunstrider, antigo principe dos Blood Elves, desertou do Conselho Illidari (os principais seguidores de Illidan) devido ao seu vício de energias corruptas (fel energies) e se uniu à legião, trazendo sua aliada Lady Vashj consigo; as forças demoníacas que tomaram Karazhan, antiga morada de Medivh, e que queriam os segredos do Guardião de Tirisfal para si; Mag’theridon, o demônio que Illidan usava para corromper mais orcs dando seu sangue para eles beberem; e, finalmente, Illidan e seu Conselho também caíram. Ainda assim, a Legião tentou sua ultima cartada – Kael’thas sobreviveu ao assalto à sua fortaleza, e voltou à Azeroth, para usar as energias arcanas do Poço do Sol a fim de trazer seu novo mestre, Kil’Jaeden, lider da Legião Flamejante, diretamente ao mundo que queriam destruir. Plano este que foi interrompido pela força conjunta dos heróis de Azeroth.

Kael'thas Sunstrider evocando o Lorde Demônio Kil'jaeden
Todos achavam que a paz estava novamente garantida no mundo, mas uma praga de mortos vivos, assim como a de Lordaeron, começou a aparecer nas maiores cidades da Aliança e da Horda. O que todos temiam aconteceu – O Rei Lich estava novamente ativo, e desejando a destruição dos vivos. Tropas e forças foram deslocadas para o então esquecido continente de Northrend, a fim de também extinguir esta ameaça de uma vez por todas. Com o retorno do Rei Varian Wrynn ao trono de Stormwind e à liderança da Aliança, e Thrall comandando a horda, todos pensavam que a vitória estaria assegurada… quando uma traição de uma facção de Forsaken, os mortos-vivos livres da influência do Rei Lich, usou de uma praga similar à de Lordaeron, porém modificada para extinguir vivos e mortos, para tentar atingir o Rei Lich quando ele se expôs às forças conjuntas da Aliança, liderados por Bolvar Fordragon, e da Horda, representados por Dranosh Saurfang, quando atacavam o portão de Wrathgate. Esta traição terminou por fragilizar ainda mais a já tensa paz entre Aliança e Horda; graças em muito aos esforços de Jaina Proudmoore e de Thrall, esta tensão não se tornou guerra aberta.

Arthas, o Rei Lich, em World of Warcraft
Atualmente, o Rei Lich Arthas já caiu, derrotado por heróis da Aliança e da Horda, porém um novo Rei Lich surgiu em seu lugar. Sempre deve haver um Lich King, ou então o Flagelo será solto pelo mundo… e este novo Lich King parece estar disposto a segurá-lo em seu lugar, com mão de ferro. O mundo está novamente em paz… mas até quando? Ainda se sabe que os Antigos Deuses existem nas profundezas de Azeroth, influenciando mentes, incitando o caos e a destruição. A Legião Flamejante ainda existe, embora enfraquecida pela sua derrota no Poço do Sol. E em algum lugar Deathwing está juntando forças para retornar…

Deathwing, o próximo grande desafio a ser enfrentado pelos heróis de Azeroth.
Na próxima matéria sobre World of Warcraft, veremos a adaptação para D&D Quarta Edição das dez raças jogáveis do MMORPG, tais quais elas são no jogo online.
Shorel’aran!
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